CONCEITO
ONDE A MENTE POUSA
…encontra o coração
Jardim de Bia Abreu para a CASACOR SP 2026 propõe experiência ampla para despertar os sentidos em seis momentos diferentes, com ineditismo
Respire fundo. Em plena cidade, a luz do sol chega filtrada pelas árvores. Bia Abreu Paisagismo traz uma experiência surpreendente para o jardim Onde a Mente Pousa. Lá fora fica o ritmo agitado. Atravessar o portal de entrada é sentir a natureza expressar sua força e deixar que corpo, mente e coração entrem em equilíbrio. A potência do paisagismo nos 200 m² desse espaço da CASACOR SP 2026 vai além de uma simples contemplação: as escolhas acalmam e trazem bem-estar, uma após a outra, sem pressa.
Alguns passos após o portal de entrada, diferentes experiências surgem: o perfume do jasmim dá boas-vindas no pórtico, trazendo à vista um banco que convida a desfrutar do momento em confortáveis futons. “É um convite para sentar, com amigos e carregar o celular”, ela conta. A tecnologia se soma ao jardim, despretensiosamente, sem se anunciar. O banco desenhado pelo escritório serpenteia o espaço, revelando áreas de descanso ou ambientes mais intimistas.
Corpo, mente, alma e coração se unem em torno da mesa, outro ambiente de encontro para pausar. Ali, tonalidades aconchegantes se unem a estampas – a alfaiataria do jardim é um acontecimento à parte. Tudo tem muita mão humana, do começo ao fim.
As folhagens do jardim surgem atrás das espreguiçadeiras, em meio às árvores do parque. “Inserimos espécies explorando as texturas e uma altura menor, a fim de que ninguém veja seu fim”, conta Bia. À noite, a iluminação de Carlos Fortes traz a profundidade dos maciços verdes.
Em mais um momento surpreendente, o espelho orgânico, outro ponto já famoso dos jardins que Bia Abreu assina para CASACOR, está lá à espera da selfie entre amigos. De um lado ou de outro, o trabalho de Tomás Graeff se torna hit mais uma vez. Por ali há lavandas, alecrim e manjericão convidando as pessoas a sentirem seu perfume. Uma troca sensorial que exige pausa.
O bebedouro dos pássaros é aberto a todos os animais – a altura foi pensada inclusive para os cães que visitarem o jardim. Bem perto está o espaço fitness, com ineditismo: halteres de madeira maciça revelam o fazer artesanal de outro artesão, o piauiense Domingos Viana, que utiliza pequizeiros caídos na floresta. “É um tempo para meditar, descansar ou se exercitar, na sombra das árvores e com barulho de água. É a pausa do exercício”, revela Bia.
O chuveirão está próximo. O redário também, com rede feita à mão. Dali é possível conversar com quem estiver no pátio de fogo, ou na piscina revestida manualmente de chevron branco e verde, envolta por cacos de pedra. As texturas são um ponto-alto do jardim.
São momentos diversos, profundos, que convidam a sentir de verdade. Bia Abreu propõe essa amplitude para mostrar que um jardim atende necessidades maiores que contemplar plantas. Convida a ser vivido, em nuances e pousos diferentes. Um jardim pode ser o convite para se envolver com a natureza em todos os sentidos. É assim que mente e coração se reencontram, em verdadeiro equilíbrio.
SOBRE
A BIA ABREU
Formada em Arquitetura pela FAAP, Bia Abreu trabalhou com grandes nomes até seguir carreira solo, atuando nas áreas corporativa, comercial e residencial. Em seus projetos paisagísticos, espécies tropicais ganham destaque, aliadas a elementos acolhedores. O objetivo é criar jardins sensoriais que atraiam pássaros e acima de tudo que sejam espaços revigorantes para as pessoas.